Após a morte de Michael Myers no classicaço precursor slasher (parece tão errado ser fã desses filmes com a cabeça que tenho hoje) Halloween 2, de 1980, os produtores John Carpenter e Debra Hill, pensando em manter a franquia mas sem desrespeitar a história original, pensaram em lançar novos filmes com histórias independentes entre si. É nesse contexto que nasce o bonzão Halloween III, de 1982.
Acontece que o filme foi rejeitado pelos fãs da série, e continua sendo até hoje, por fugir completamente do contexto da família Strode. Eu mesmo rejeitei e assisti esse filme sem um pingo de vontade, ali pelos meus 16 anos, só pra completar a série.
De toda forma, temos uma premissa que julgo inteligente, com ares de distopia religiosa, e com uma atmosfera até semelhante a dos filmes anteriores com o Myers. O caminho seguido aqui, entretanto, é diferente.
Enquanto nos dois primeiros filmes Michael Myers perseguia e matava sem dar tempo de se pensar em porques, independente da ladainha do Dr. Loomis sobre o "pure evil", nesta terceira parte, o enredo gira em torno de uma estranha fábrica de máscaras, que prepara uma surpresa especial para quem usá-las na noite de Halloween. A trama segue uma linha investigativa até convincente e que prende a atenção, a despeito de algumas mortes e atuações nada convincentes (sério, jamais suspeitei que aqueles dois fossem formar um casal até eles se agarrarem sem mais nem menos - química zero).
A conclusão do filme, apesar de soar meio sci-fi de horror, não é totalmente absurda se observada a partir deste 2020 inacreditável, além de nos presentear com uma das melhores cenas finais dentre todos os filmes da série. O filme é redondo, e uma ótima diversão.
Como o resultado financeiro não foi o esperado, o filme fracassou, e a indústria tratou de tirar toda a dignidade daquela que poderia ser uma das séries mais interessantes do terror setentista/oitentista.
Trailer:

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