sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

Super Fly (Gordon Parks Jr, 1972): a última dose é sempre a mais difícil.


Ícone da blaxploitation, Super Fly não vai muito longe em termos de história. Conta a história do traficante Youngblood Priest que está, digamos, no topo da carreira como distribuidor de pó nas ruas do Harlem. Ele quer sair do tráfico e planejou um último esquema, mexeu com os chefões da área e precisa se desenrolar das tramas que o prenderam durante esse rolê.

Não chega a ser um filme policial. A não ser que seja um filme policial ao contrário. Está mais para um desses filmes de máfia, ainda que não ao estilo dos grandes, mas fazendo o melhor possível de forma muito bem realizada. É de se pensar em um arco de redenção, mas ao fim, ele é apenas realista em sua conclusão. No mais, a rotina dos viciados e os "corres" são bem representados, com mais estilo que fantasia.

A associação da comunidade negra às drogas feitas pelo roteiro levou muitos a torcerem o nariz, mas ainda assim, o filme foi apoiado financeiramente pelos moradores do Harlem, e distribuído por um grande estúdio, a WB, assim como outros bons representantes da blaxploitation, como Shaft. Destaque pro figurino maneiríssimo e a igualmente cool trilha sonora de Curtis Mayfield, que de forma vista (ouvida) poucas vezes, descreve à perfeição a energia representada no longa. Vale o rolê, total!





Titulo: Super Fly

País: Estados Unidos

Ano: 1972

Direção: Gordon Parks Jr.

Elenco: Ron O’Neal, Carl Lee, Julio W. Harris, Sheila Frazier


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