segunda-feira, 25 de maio de 2020

O Pecado (Al Haram,1965)


Al Haram, ou The Sin, ou, traduzindo, O Pecado (esse título em português é tradução minha, já que não achei versão brasileira), é o primeiro filme egípcio que vi (vi o Praça Tahir também, mas esse é documentário). Conheço zero coisas do cinema de lá, então tudo que vou dizer aqui é basicamente o que se verá em qualquer pesquisa básica por aí.

É um drama clássico, está entre os dez melhores filmes egípicios segundo sei lá quem, mas o diretor, Henry Barakat, parece ser proeminente entre os cineastas egípicios, tendo dezenas de produções realizadas entre os anos 40 e os anos 80. Vou assistir outras para poder linkar ele ali na lista de diretores. (risos)

Al Haram é um drama universal, que ganha peso por se passar numa sociedade patriarcalista/religiosa e meio fanática. Ao ver o filme, entretanto e com tristeza, não vi muita diferença entre o que acontece na trama e casos que vemos nos jornais diariamente aqui no Brasil de 2020. É um filme triste e muito real, cuja principal reflexão que fiz quando acabei de ver foi pensar que o mundo continua a mesma merda que sempre foi, na importa quando ou onde. Se exalta a barbaridade das culturas arábicas mas na realidade não somos tão diferentes. Nunca fomos, e nunca seremos, enquanto houver medo e poder rivalizando com a consciência e a solidariedade. 

Um coisa interessante, pra mim, nesse filme, e em qualquer hoe que se passe em culturas diferentes (genuinamento, e não nas reproduções feitas pelo cinema estadunidense) é observar paisagens, comportamentos, roupas, etc, e imergir nesse mundo de fato. Apesar do apelo de 'livro de história', observar os detalhes da vida cotidiana nos aproxima ao nos mostrar que os dramas deles não são diferentes dos nossos, e que em todas as épocas, em todos os lugares, sempre vai haver gente que pensa diferente do que esta ali posto culturalmente. Nossas associações e submisões acabam sendo mais por motivos de sobrevivência e medo do que por sentimento de Verdade. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Super Fly (Gordon Parks Jr, 1972): a última dose é sempre a mais difícil.

Ícone da blaxploitation, Super Fly não vai muito longe em termos de história. Conta a história do traficante Youngblood Priest que está, dig...