É guerra! A quinta temporada de Deep Space 9 tem um dos melhores encerramentos de temporada, com a invasão do Domínion e dos cardassianos e a tomada da estação espacial no fenomenal episódio A Call to Arms.
Assim como todas as temporadas anteriores, o excesso de episódios e o ritmo e qualidade variável entre eles, torna difícil perceber a trama central com detalhes, pelo menos para mim. Mas há varios momentos marcantes nessa temporada
Para mim, o destaque é a disputa entre o comandante Benjamin Sisko (Avery Brooks) com os maquis. Nessa temporada, fica cristalino a disputa de poder entre Sisko e os rebeldes, mostrando que a raiva do comandante da DS9 não tem nada a ver com algum crime cometido pelos dissidentes. A Federação não é santa, compreendemos muito bem a vibe imperialista por trás dos acordos políticos que se travam entre ela e os governos dos planetas, mas no caso, a disputa no caso entre Sisko e Michael Eddington (Kenneth Marshall) é puramente pessoal, pelo fato deste ter se rebelado em favor do seu povo "desonrando o uniforme" e trabalhado como espião maqui na DS9 sem que Sisko ou qualquer um da Frota Estelar suspeitasse de algo. Aquele papo de honra que não cola, principalmente quando a autoridade é a Federação, mas o desfecho dessa trama foi razoável.
Enquanto isso, o Dominion está expandido sua influência pelo Quadrante Gama, se aliando a diversos povos, e passo seguinte parece ser absorver Bajor com a ajuda dos cardassianos. A trama de Gul Dukat (Marc Alaimo) e Kira Nerys (Nana Visitor) sofre uma reviravolta quando Dukat resolve aliar Cadássia ao Domínion visando ter seu poder restituído.
Worf (Michael Dorn) e Jadzia Dax (Terry Farrel), Chief O'Brien (Colm Meaney) e Julien Bashir (Siddig El Fadil) seguem suas dinâmicas usuais com poucas novidades. A principal aqui é a descoberta de que Bashir teve seu cérebro modificado geneticamente (ou algo do gênero) na infância para se tornar mais inteligente. Esse é um melodrama familiar que se resolve em um episódio, mas cujas consequencias, pelo que compreendi, terão sua importância na temporada seguinte.
Outros personagens ganham destaque nessa temporada. Jake Sisko (Cirroc Lofton) passa por diversas experiências fortes que impulsionam sua carreira como escritor. Nog (Aron Eisenberg) também cresce, ao retornar como cadete da Academia, sendo figura importante nos episódios finais da temporada. Rom (Max Grodénchik) também brilha nesses últimos espisódios, sendo crucial na estratégia de combate aos Jem'hadar e ao Dominion durante a tomada da DS9.
Odo (Rene Auberjonois) tem o arco mais deslocado. Talvez a antecipação de uma guerra provocada pelo seu povo o faça sentir se pouco a vontade ali. A declaração acidental de seus sentimentos por Kira também não ajudou a manter a dinâmica das temporadas anteriores. Mesmo nos episódios dedicados ao Quark (Armin Shimerman, cada dia mais sério e rabugento), ele pouco contagia. Garak (Andrew J. Robinson) estabelece cada vez mais uma relação de confiança com os membros da tripulação, sendo peça fundamental na resolução de algumas tramas.
Alguns episódios são mais fortes que outros, mas o clima geral é de preparação para um grande conflito. O episódio final encerra de forma magnifíca, como o prelúdio de uma mudança de tom que não irá se resolver bobamente. A próxima temporada promete (e espero que cumpra).
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