Sangue no Sarcófago da Múmia é um filme de múmia levemente diferente dos demais. Talvez tentando captar um pouco do espírito do momento e fugir um pouco do espectro das produções tradicionais das décadas anteriores, a Hammer Films Production resolveu lançar esta adaptação de A Joia de Sete Estrelas, obra de Bram Stoker publicada pela primeira vez em 1903. O resultado, no entanto, não passou da tentativa, com a trama caindo no lugar comum dos filmes de múmia produzidos, inclusive, pela própria Hammer.
O filme narra a história de Margareth, amaldiçoada desde o nascimento pelo espírito de uma sacerdotisa egípcia, Tera, cujo sarcófago foi encontrada em uma expedição arqueológica conduzida por seu pai, o arqueólogo Fuchs. Ao ganhar do pai uma joia retirada do corpo da sacerdotisa, Margareth começa a ter sua personalidade “tomada” pelo espírito de Tera, que busca ressurreição.
A ideia de trazer uma múmia egípcia de volta à vida na Londres de 1971, de início, é uma boa premissa, e um convite às novas possibilidades que o gênero “múmia” poderia aproveitar. Mas a inovação não foi além dos figurinos contemporâneos, com a trama caindo na mesmice de sempre, com a narrativa se passando, especialmente, em ambientes fechados como quartos, bibliotecas, museus, tumbas egípcias e que tais.
Apesar de diferente por apresentar uma múmia de uma persona com ares de deidade, o que explica seu perfeito estado de conservação e a ausência de faixas, o filme também traz toda a premissa clássica de todos os filmes do mesmo tipo: arqueólogos encontram uma tumba e, nela, um sarcófago que se for violado, uma maldição se manifesta.
O filme narra a história de Margareth, amaldiçoada desde o nascimento pelo espírito de uma sacerdotisa egípcia, Tera, cujo sarcófago foi encontrada em uma expedição arqueológica conduzida por seu pai, o arqueólogo Fuchs. Ao ganhar do pai uma joia retirada do corpo da sacerdotisa, Margareth começa a ter sua personalidade “tomada” pelo espírito de Tera, que busca ressurreição.
A ideia de trazer uma múmia egípcia de volta à vida na Londres de 1971, de início, é uma boa premissa, e um convite às novas possibilidades que o gênero “múmia” poderia aproveitar. Mas a inovação não foi além dos figurinos contemporâneos, com a trama caindo na mesmice de sempre, com a narrativa se passando, especialmente, em ambientes fechados como quartos, bibliotecas, museus, tumbas egípcias e que tais.
Apesar de diferente por apresentar uma múmia de uma persona com ares de deidade, o que explica seu perfeito estado de conservação e a ausência de faixas, o filme também traz toda a premissa clássica de todos os filmes do mesmo tipo: arqueólogos encontram uma tumba e, nela, um sarcófago que se for violado, uma maldição se manifesta.
O baixo orçamento da produção fica explícito especialmente nas tentativas de cenas gráficas. Apesar das cenas de morte e mutilação serem geralmente passáveis, com o sangue vermelho vivo típico das produções B brilhando em tela, é nítido o esforço dos realizadores em “fazerem a coisa acontecer” (o ataque do artefato em forma de serpente sendo mostrado através das sombras na parede, apesar do amadorismo, é admirável).
As ambientações e cenários, ao contrário, fazem jus aos melhores trabalhos da Hammer, com o clima gótico percorrendo todos os cômodos das antigas casas inglesas, além das belas reconstruções dos cenários egípcios e as belas pinturas que os compõem.
Sangue no Sarcófago da Múmia é um filme simples, feito com poucos recursos, dispõe de um bom elenco (que quase contou com Peter Cushing em um dos papeis principais), e que se arrasta por vezes mas que ainda garante uma boa onda.
Sangue no Sarcófago da Múmia é um filme simples, feito com poucos recursos, dispõe de um bom elenco (que quase contou com Peter Cushing em um dos papeis principais), e que se arrasta por vezes mas que ainda garante uma boa onda.

Titulo: Blood from the Mummy's Tomb
País: Inglaterra
Ano: 1971
Direção: Seth Holt, Michael Carreras
Elenco: Andrew Keir, Valerie Leon, James Villiers
3/5
Disponível no Darkflix.






