Em Punhos de Dragão, Jackie Chan é um discípulo de uma escola de kung fu que decide vingar o mestre, morto pelo mestre de uma outra escola local. Trama simples mas que rende muitas cenas de luta, sempre bem coreografadas, ainda que as atuações em si sejam pra lá de canastronas.
Uma curiosidade aqui é que o enredo é apenas uma ponte de partida de uma história que se refaz ao longo do caminho. Punhos de Dragão abre o que vou chamar aqui de “trilogia do dragão” com um tom mais sério, bem diferente de outros trabalhos que o Jackie Chan participou nesta época.
No filme, os planos de vingança de Jackie não saem como previsto sendo ele, a esposa do mestre falecido e sua filha (também namorada de Jackie), “obrigadas” a perdoar o assassino. A partir daqui, novas relações se estabelecem, a dinâmica dos aliados e rivais se alternam continuamente, e acompanhamos o pobre Jackie sempre orientado pelo seu objetivo maior - honrar o mestre e sua família.
Há uma dose de drama e um certo ar de tragédia, uma atmosfera pálida de sorte selada que se consolida com a cena final. Trata-se de um bom exemplar dos trabalhos iniciais de Jack Chan, de uma época em que ele ainda estava construindo um nome sob a sombra de Bruce Lee e ainda não havia sido cooptado por Hollywood, e mais um produto de sua parceria com o diretor Lo Wei, com quem fez outros de seus melhores trabalhos.
Titulo: Punhos de Dragão / Dragon Fist
País: Honk Kong
Ano: 1979
Direção: Lo Wei
Elenco: Jackie Chan, Nora Mio, James Tien
Disponível no Prime Video




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