A Marca da Forma é visto por aí como um filme de transição entre o cowboy Clint, que fez seu nome na década de 1960, e o Eastwood Cop, persona que o ator que incorporaria em boa parte de seus filmes a partir de então. A produção americana, no entanto, difere muito da sequência de spaghettis que o ator trilhava até ali, e que alçou seu nome como uma das principais referências da produção western.
O filme conta a história deste ex-homem da lei, Jed Cooper, que, em uma andança, é quase enforcado por engano por um grupo de linchadores da cidade mais próxima, Fort Grant. Como não terminaram o serviço e Jed foi salvo na última hora, o justiceiro sai em busca de de sua vingança pessoal, ingressa na polícia de Fort Grant, e sai em busca de seus algozes.
A narrativa tenta elaborar temas maiores, como justiça, igualdade e outros, mas não engrena o suficiente a ponto de fazer o olho brilhar. A produção também é “limpa” demais, algo que me incomoda bastante nos westerns estadunidenses: as ruas do oeste selvagens limpas, sem um fiapo de poeira nos estabelecimentos, sem uma teia de aranha nos barris dos saloons, além de ser um western povoado por beldades e homens engomados demais pros EUA de 1800 e lá vai pedra.
Enfim, ainda é um filme ok, e ainda é um dos westerns legais dos EUA. Tá disponível no Prime, mas logo não estará mais.
2/5


Titulo: Hang ‘em High
País: Estados Unidos
Ano: 1968
Direção: Ted Post
Elenco: Clint Eastwood, Inger Stevens, Ed Begley, Pat Hingle

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