Em Trágica Obsessão, Brian de Palma revisita Alfred Hitchcock mais uma vez, agora, prestando "homenagem" (sejamos delicados) a Um Corpo que Cai (Vertigo, 1958). Uma mudancinha aqui e outra li, pra não ficar igual né, mas o enredo permanece basicamente o mesmo.
Aqui, um homem (Cliff Robertson), ricaço, perde esposa (Geneviève Bujold) e filha num resgate absurdo de tão mal planejado (as duas haviam sido sequestradas). No luto, ele viaja com o sócio (John Lithgow), cujo caráter só vamos ter certeza mais a frente, para a Itália, país onde ele conheceu a esposa, e na igreja onde ele conheceu a esposa, ele conhece um novo amor... uma jovem idêntica a sua falecida esposa. Assim como fez com sua primeira companheira, ele leva a garota embora para os Estados Unidos e vivem um relacionamento, e a medida que a obsessão dele por ela aumenta, uma obsessão dela pela esposa falecida começa a surgir. A partir daqui, o filme se desenrola como um romance tenso com muito suspense
Justiça seja feita, o de Palma sabe fazer suspense. Ele nos entrega aqui cenas primorosas, hipnóticas, além de belas e detalhadas. Tudo tecnicamente perfeito. Alguns exageros já típicos se fazem notar mas nada que estrague o resultado final. A trilha sonora orquestrada carregam o clima até nas cenas mais cotidianas.
O filme tem algumas surpresas a partir da metade, e qualquer coisa que eu conte aqui pode estragar a viagem. É uma história de obsessão, apego, posse, desejo... um clima pesado.
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