Acabo de me deparar com o PIOR filme que já vi na vida, e vai entrar aqui no blog como curiosidade e alerta rsss.
Quatro anos após o lançamento do mediano Leatherface, resolveram nos jogar mais uma "continuação" de o Massacre da Serra Elétrica, e dessa vez com a proposta afrontosa de ser uma continuação do filme original. A participação de Kin Henckel, roteirista do filme original, agora na direção, gera alguma expectativa, mas logo nos primeiros minutos de filme, percebemos logo que pretensão arrogante. O filme se mostra uma bomba tão logos os personagens engatam o primeiro diálogo. O roteiro se pretende um remake, e apresentar uma "next generation" da família Sawyer, mas até o fim do filme a gente sequer entende direito o que raios acontece.
A trama é a mesma dos outros filmes. Dessa vez, quatro jovens se perdem nas proximidades do sítio dos Sawyer - que aqui já não é mais no meio do nada e sim próximo a uma cidade pequena onde, na noite em questão, está acontecendo um daqueles detestáveis bailes de formatura. Esses jovens saem do baile de carro a esmo devido uma situação fajuta, e depois de uma conversa estúpida dentro do carro, sofrem um acidente no perímetro do lar dos Sawyer, e uma noite de alucinação se inicia.
Alucinação porque não faz sentido nenhum nada que nos é apresentado em cena. Resolveram ignorar toda a mitologia e nos jogar, pela segunda vez, uma família Sawyer completamente diferente daquela que aparece no filme original e na parte 3. Ainda temos Leatherface, numa fase feminina (?!) e o vovô, que também não aguenta muito aquela besteirada toda, se levanta e vai embora no meio do filme.
A tentativa do diretor de fazer um novo produto que resgate a atmosfera clássico ficou por conta de várias cenas copiadas do original e do clima de desespero e insanidade - que aqui não é desepero e nem insanidade, é só gritaria mesmo. A pobre Renee Zellweger, ainda novata, em seu sexto papel, parece tão perdida quanto nós, sem saber pra que lado OLHAR, tamanha BAGUNÇA em cena.
Leatherface aqui está cada vez mais infantilizado. Além de está passando por uma fase confusa em relação ao gênero (parecendo uma tia cinquentona), está apagadíssimo, reduzido a mero coadjuvante, e ainda passa vergonha na cena final ao imitar sua cena clássica do filme original. O vilãozão na verdade é interpretado pelo Matthew McConaughey, numa atuação que não vou criticar porque nunca vi nada parecido. E como se não bastasse, o roteiro ainda me vem com a pachorra de tentar associar a família Sawyer a uma espécie de seita sadomasoquista, à semelhança do que tentaram fazer com o Michael Myers nos Halloweens 4 e 5.
Enfim, esse filme é ruim pra caralho. Eu costumo ver coisa boa em todo tipo de filme, por achar que são obras únicas e que até seus problemas de produção compõem a "mística", mas não resumem as propostas. Mas esse "Retorno", como foi chamado no título brasileiro, era melhor não ter acontecido. Ou não, nem sei. Ainda to em choque.
Nota: 1/5
Trailer
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