Tarântula é um daqueles filmes B por excelência, e assim como quase todos os produtos de sua época, explora de forma criativa as possibilidades mais absurdas que a ciência poderia conferir à humanidade. Aqui, temos um trio de cientistas que tenta estabilizar um tipo de nutriente que, segundo ele, é capaz de solucionar o problema da fome no mundo. O tal nutriente produz efeitos adversos em humanos, na forma de uma doença que aumenta partes do corpo, algo que afetou dois cientistas do grupo.
Nos animais, no entanto, o aumento de tamanho poderia sugerir uma grande quantidade de alimento para humanos. Mas ainda na fase de teste em pequenos animais, algo sai errado e o resultado é uma tarântula de dezenas de metros de altura e comprimento invadindo a cidade.
Aqui, uma coisa legal da década de 1950. Marcou o início da corrida espacial e todo o progresso científico daqueles tempos. No cinema, a ficção científica emergia com um infinito de possibilidades absurdas, mas não menos possíveis por isso: seres de outros planetas, invasões alienígenas, monstros mutantes, crescer e encolher em tamanho - e Jack Arnold deu vida a muitas destas possibilidades.
Tarântula é um filme divertido e bem produzido, com belíssimas paisagens desérticas e efeitos especiais que provavelmente são o que havia de melhor na época. Guarda semelhança com outros produtos do período, como os diversos filmes de ameaça espacial que tomavam conta das produções do período, algo entre o clássico e o B, muito teatral, altas doses de ação e monstruosidades misturadas com interessantes reflexões sobre o presente da humanidade. Pra ver no sabadão a tarde comendo pipoca. 3/5
Titulo original: Tarantula
País: Estados Unidos
Ano: 1955
Direção: Jack Arnold
Elenco: Leo G. Carroll, John Agar, Mara Corday



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