Lembro vagamente destes ~ tentáculos ~ chegando pelas locadoras ali por volta de 1998/1999, mas não lembro se tive oportunidade de assistir na época. Estes dias, zapeando pelo Darkflix, revi esse título que me marcou entre os lançamentos da época, não lembro se gerou burburinhos, mas se não, é totalmente compreensível rsrsrs.
Stephen Sommers, responsável por sucessos de bilheteria como os filmes da franquia A Múmia, Van Helsing, e outros, resgata com seu Tentáculos (ops) uma clássica história de monstro nos moldes daquelas produzidas das décadas de 1950 e 1960. Além da clara homenagem, Há pouco que se ver, além dos bons efeitos especiais, compatíveis com o padrão daquela década.
A narrativa gira em torno de uma equipe de transportadores, cuja missão no momento é levar um grupo de não se sabe o quê (bandidos? agentes do governo? impossível saber) até um determinado ponto, que ninguém sabe onde fica, para lançar um míssil e provavelmente destruir algo. Nada sobre esta parte fica claro, só pra começar.
Logo, a trupe encontra um transatlântico de cruzeiro à deriva próximo ao destino dos mercenários, e resolvem invadi-lo para descobrir o que houve. chegando lá, encontram a maior parte da população destroçada e poucos sobreviventes, que narram a história de uma praga ou monstro à solta no navio. O tal monstro logo se revela: uma série de tentáculos, cada um com uma boca cheia de dentes afiados, que suga todo o líquido corporal das vítimas.
Eu fui com força pensando ser um filme de polvo gigante e me enganei redondamente. Por essa perspectiva, um monstro mutante (como sugerem), a narrativa perde bastante de sua força. Mas quando passamos a considerar como algo inspirado pela produção B do passado, tudo fica muito instigante e divertido.
Muitas cenas de ação, e ação explosiva, muito alívio cômico, e também muitas cenas gráficas pra matar o gosto. Mas também, muitas cenas sem sentido feitas só pra provocar reação (aquela cena do sanitário não condiz com os monstros que vemos depois).
Tentáculos seria um blockbuster por excelência se não fosse tão B movie em espírito - e até o levemente expressivo elenco denuncia isso. Mas isso é o legal da coisa. Aquela cena final na praia também entrega uma atmosfera “Godzilla” muito cool, e sinceramente, não sei como não virou franquia. Poucos anos depois, Steve Beck entregaria algo semelhante, com seu Navio Fantasma, na mesma vibe, e igualmente bom. Vale a pena dar uma chance, é um filme pra curtir. 3,8/5
Título original: Deep Rising
País: Estados Unidos
Ano: 1998
Direção: Stephen Sommers
Elenco: Treat Williams, Famke Janssen, Anthony Heald





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