terça-feira, 6 de maio de 2025

Acampamento Sinistro (Robert Hiltzik, 1983): se fosse lançado hoje ia causar!

Acampamento Sinistro é um dos slashers mais populares entre os fãs de horror. O clímax inesquecível é o responsável por essa adoração, e de fato, é um encerramento arrebatador difícil de sair da cabeça de quem assiste. 

O filme segue o “casal” de primos Angela e Ricky em sua temporada de férias no acampamento Arawak, onde tem oportunidade de socializar e se divertir com outros adolescentes de sua idade. Angela, porém, é introvertida demais pra esse tipo de programa e uma vítima perene de bullying, o quer a torna frequentemente o centro das atenções no camping. 

Algo estranho começa a acontecer, no entanto. Todas as pessoas que maltratam Angela começam a morrer em inexplicáveis acidentes. Um dos altos funcionários do acampamento suspeita do primo Ricky, sempre disposto a salvar Angela das agressões dos colegas. O volume de mortes cresce até o momento do clímax do primeiro parágrafo. 

Justiça seja feita, é um filme diferente dos demais. Não temos os monitores hipersexualizados de Sexta-Feira 13 . Também não temos maldições, lendas, ou assassinos que escaparam da instituição mental mais próxima. São apenas crianças sendo crianças no seu sentido mais comum. E irritantes, como só crianças de verdade são capazes de ser. 

O filme ousa também ao lançar em cena questões como bullying, gênero, sexualidade e até violência sexual, e seguindo a narrativa, se torna inevitável refletir sobre como estas questões afetaram sua chocante conclusão. São justamente nos momentos que remetem à essas questões que Acampamento Sinistro se sobressai aos demais de forma tão marcante. 

Apesar de bem reconhecido e até reverenciado entre os fãs do gênero, alcançando status de “cult”, o filme parece não ter furado a bolha do horror, o que é uma pena, pois trata-se de uma obra memorável.  

4/5 






Titulo: Sleepway Camp

País: Estados Unidos

Ano: 1983

Direção: Robert Hiltzik

Elenco: Felissa Rose, Jonathan Tiersten, Karen Fields, Christopher Collet


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