Várias coisas tornaram Ninja - A Máquina Assassina numa escolha perfeita pra essa manhã de sábado (19/03, data em que escrevo esse texto) rsss. Uma delas foi a nostalgia que esse tipo de entretenimento me proporciona, sempre me levando a um ponto muito específico da minha infância. Outra coisa foi a presença do ator italiano Franco Nero no elenco, esse hino LGBT dos anos 70/80, sempre muito confortável de olhar rsss, mas esses méritos são artificiais demais para dizer alguma coisa sobre o filme.
Com pouca pesquisa eu entendi que esse Ninja foi UM DOS responsáveis pela onda de filmes de artes marciais que acometeu Hollywood naquela virada de década. Mas com isso eu também não estou afirmando que essa é uma das produções definitivas do gênero, e tampouco está entre as melhores. Principalmente porque a “coisa” hollywoodiana está presente demais para serem desconsideradas.
A começar por Ninja ser um produto estadunidense, que se orienta pela perspectiva estadunidense. O ninja que protagoniza essa aventura, Cole, é interpretado pelo ator Franco Nero, um italiano louro e de olhos azuis, e já na primeira cena - uma longa cena de caça entre dois ninjas, temos uma amostra da sua arte marcial. A cena em questão, por sinal, é até interessante. Logo em seguida descobrimos que a tal perseguição é a “prova final” de um curso de formação em ninja rsss e que nosso ocidental foi aprovado com louvor. Logo depois descobriríamos que o curso era de Ninjutsu, numa das primeiras referências à essa arte marcial no cinema.
Logo após o curso, o herói viaja do Japão até as Filipinas para visitar o amigo Frank Landers (Alex Courtney), ex-companheiro de guerra que vive numa propriedade rural com a esposa Mary-Ann (Susan George). Imediatamente ele descobre também que o casal de amigos tem sido coagido por um empresário do ramo da saúde, o excêntrico Charles Venarius (Christopher George), devido o petróleo, olha só, que há sob sua propriedade. A aventura começa quando o tal empresário engrossa as investidas contra o casal e o ninja Cole resolve ajudá-los.
O próprio diretor escolhido para o longa, Manahen Golan, era um cara que já havia passado por todos esses gêneros e havia feito alguns filmes interessantes no seu início de carreira em Israel, ainda na década de 1960. Franco Nero, astro do western italiano, também era um nome de peso que reforçava a credibilidade de Ninja - mas não acho que tenha dado certo.
Olhando de hoje, Ninja - A Máquina Assassina soa como mais um produto hollywoodiano que tenta capitalizar em cima de uma moda determinada. O filme é cheio dos vícios de Hollywood, além de ser colorido de maniqueísmo ocidental. A tentativa de estabelecer um argumento razoável se perde entre lutas falsas (com os dublês fazendo praticamente tudo) e péssimas atuações. Mas como eu já disse, é divertido pra um sábado de manhã despreocupado.
Nota: 2,8/5
Ficha Técnica:
Título original: Enter the Ninja
País: Estados Unidos
Ano: 1980
Direção: Menahem Golan
Roteiro: Dick Desmond
Produção: Judd Bernard, Yoran Globus
Produtora: Golan-Globus Production
Elenco: Franco Nero, Susan George, Sho Kosugi
Trailer
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