a história, por sua vez, já nem surpreende tanto: assassino mascarado "caça" grupo de amigas e todos em contato com elas são suspeitos, especialmente os homens. Torso parece ser um "ápice" de Sergio Martino. De extensa filmografia, o diretor já passeou por todos os estilos populares da Itália, e encontrou no giallo e no "filme de canibal" dois filões muito caros e que lhe rendem graças dos fãs de horror até hoje.
Torso, no entanto, não vai longe em história ou produção. Apesar de bom, é só mais um produto desse período que já é quase um baú sem fundo de boas produções. Os melhores momento são as cenas de perseguição, especialmente no ato final quando o jogo de gato e rato fica explícito e encaminha para a conclusão. As diversas formas como se evita revelar o rosto do assassino em suas obscuras aparições também chamam atenção, recurso com o que vi recentemente no ótimo Veneno para as Fadas, clássico oitentista mexicano.
No quesito exploração, Sergio Martino também é conhecido e seu Torso não deixa a desejar quando se pensa em nudez e violência gráfica. O aspecto "mutilador" do assassino, apesar de não ser mostrado explicitamente, se destaca em meio as mortes. O uso da máscara pelo assassino deve ser um fator que faz a internet afora associar Torso a um precursor do slasher, e mesmo chamá-lo de "proto-slasher", definição que acho até forçada, senão enquadraríamos todos os gialli nessa.
Enfim, é um filme legal, mas mais indicado aos fãs do gialli e horror de forma mais aprofundada.
País: Itália
Ano: 1973
Direção: Sergio Martino
Elenco: Suzy Kendall, Tina Aumont, Luc Merenda, John Richardson

























