quinta-feira, 2 de julho de 2026

More (Barbet Schroeder, 1969): a gente sempre quer mais.

Um dos exemplares mais representativos do “cinema hippie”, o alemão More já chama atenção pela trilha sonora do Pink Floyd, composta com exclusividade. O filme, no entanto, tem pouco da paz e amor do movimento, mas se alinha bem à psicodelia "torta" do Floyd, ressaltando bem os aspectos mais sombrios da  nossa humanidade materialista sempre ansiosa por ~ more, hehehe.

Dirigido por Barbet Schroeder, a obra narra as desventuras e derrocada de um casal que acaba de se conhecer em uma trip para Ibiza. Lá, o rapaz descobre que a moça é viciada em heroína, e embarca de coração na experiência que, como é de se esperar, resulta em tragédia. O romance entre os dois é outro ponto de destaque, onde o amor livre pregado pelo estilo de vida de então fica só no discurso, e o que sobra é um relacionamento abusivo temperado com drogas pesadas demais para captar a violência da realidade. 



Apesar de vir na esteira de outros produtos similares do período, no qual Easy Rider é o maior expoente, o caráter sombrio de More o destaca entre tantos pela temática pesada e seu desenrolar, que o alinha aos novos trabalhos de então, classificados como “Nova Hollywood”. Estrelado pelo charmosíssimo Klaus Grünberg, é um filme para curtidores. Pesado, e até linear, mas cujo conteúdo não vai fazer sentido para todos.





Titulo original: More País: Alemanha Ano: 1969 Direção: Barbet Schroeder
Elenco: Mimsy Farmer, Klaus Grünberg, Heinz Engelmann, Michel Chanderli

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