sexta-feira, 4 de setembro de 2020

Star Trek: DS9 (6ª temporada, 1997/1998)

A sexta temporada de DS9 começa com clima soturno, pessimista, e tantos acontecimentos importantes que nem sei se consigo resgatar todos aqui. A invasão da estação espacial DS9 pelo Dominium no fim da temporada anterior foi um momentos mais marcantes de toda a franquia Star Trek. A guerra foi oficializada, e a penúltima temporada segue o desenrolar desses acontecimentos. 

De início, temos Kyra, Odo, Jake e Rom acuados pelos novos "gerentes" da estação, os cardassianos e os Jem'hadar, a mando do Dominium. Achei esse o momento mais denso da série (de todas as séries Star Trek que vi até aqui) até então, principalmente para Kyra, que se vê de volta sob o julgo dos cardassianos. É tanta tensão que parece que dá pra cortar a atmosfera com uma faca, e assim é toda a primeira terça parte da temporada. Enquanto isso, Sisko e os outros, estacionados em alguma outra estação da Federação, planejam um contra ataque, que não demora acontecer. 

Essa primeira parte é a mais tensa e após a retomada da estação, as coisas se estabilizam, mas o clima de guerra iminente continua. Entre os acontecimentos marcantes desse intervalo, temos o casamento de Worf e Jadzia, e o desenvolvimento da relação amorosa de Odo e Kyra além das dissonâncias, que se acentuam ainda mais, entre Sisko e Kai Winn. Sua missão como Emissário dos Profetas o coloca em posição de conflito com a Frota Estelar, conflito este que determina os últimos e impactantes acontecimentos que encerram a temporada. 

Essa temporada nos presenteia, mais uma vez, com episódios memoráveis, dentre os quais se destaca Far Beyond the Stars e In The Pale Moonlight, que estão facilmente entre melhores da franquia. Aliás, diga-se de passagem: passeando pelos fandoms de Star Trek, notei que DS9 tem um status "cult" entre os admiradores, que se deve exatamente a esse clima pessimista e cinza que a série vai construindo ao longo dos anos. Entre outras coisas que motivam essa preferência dos fãs, DS9 desmistifica a Federação enquanto "conciliadora" de culturas, e mostra seu outro lado, puramente político e até imperialista. Essas nuances são muito bem desenvolvidas ao longo das temporadas, por meio de conflitos éticos, morais, cuja complexidade torna desnecessária uma dualidade bem x mal. É sério, as nuances exploradas em episódios como In the Pale Moonlight, por exemplo, fazem os momentos mais tensos de TNG parecer brincadeira de criança... TOS, então, pura bobagem!

A série tem tudo pra terminar bem, e aguardo ansioso o encerramento do arco Odo/Dominium, já que resgatar o metamorfo parece ser motivo suficiente e principal para a raça de deuses/metamorfos entrarem em guerra pela dominação de todo o Quadrante Alfa, coisa que, pelo que percebi, os cardassianos, seus aliados mais animados, ainda não se tocaram. 


TRAILER

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